Sábado, 21 de Abril de 2018
Morro Agudo SP

Golpe deu prejuízo de mais de R$1 Milhão aos cofres públicos, segundo promotores

Publicada em 12/04/18 as 10:49h

por JORNAL ALVORADA /G1 / POP MUNDI


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 (Foto: Jornal do Cidadão Online Noticias de Barretos e Região)
Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) explicaram como funcionava o esquema de fraudes que desviou cerca de R$ 1 milhão da Prefeitura de Morro Agudo

De acordo com os promotores Rafael Queiroz Piola e Paulo Guilherme Carolis Lima foram expedidos 6 mandados e 5 foram cumpridos.

Após o desdobramento de uma investigação que apurava irregularidades em contratação de empresas de coleta de lixo, os promotores descobriram que Tiago Stolarique participava efetivamente da administração, mesmo impedido de exercer cargo público. 

A partir disso, foram identificadas outras irregularidades onde havia direcionamento de contratações em benefício de pessoas envolvidas nessa organização criminosa.

 "Uma grande organização criminosa atuava em Morro Agudo", de acordo com o promotor Rafael Piola. 

Com as investigações foram identificados crimes como usurpação de função pública, fraudes licitatórias em decorrência de dispensas indevidas, falsidades documentais e até mesmo uma organização criminosa, explicou. 

Os envolvidos se beneficiavam favorecendo a contratação de empresas de conhecidos e parentes. 

A maioria dos casos sem licitação. Segundo o promotor Paulo Carolis, "aconteceu fabricação de orçamentos falsos, cotação de preços fictícios, justamente para contratar aquelas empresas que o Município desejava". 

"O vereador Juninho Serralheiro era um braço da administração pública municipal no Legislativo, então ele era beneficiado nas contratações, e ele exercia a defesa de direitos e poderes que o prefeito precisava na Câmara Municipal" segundo Rafael Piola. 

E explicou que mesmo o vereador não podendo contratar diretamente, empresas eram contratadas e o benefício dessa contratação era direcionado a ele. se beneficiando de verbas públicas indevidamente por meio de empresas de terceiros.

No caso da foragida Cleire de Souza, secretária de Administração, e seu companheiro Átila Juliano, eles tinham uma empresa no nome do pai de Átila que era beneficiada nas contratações, segundo o promotor Paulo Carolis.

 Na casa de Cleire em Ribeirão Preto foram apreendidos R$31 mil em dinheiro. A chefe do Setor de Licitações e Despesa da Prefeitura, Mara Cristina Braga Pereira, beneficiou a contratação de alguns serviços para seu marido, sem procedimento licitatório, finalizou o promotor. 

O secretário de Serviços Urbanos, Transportes e Obras Públicas, João Marcos Ficher e a secretária do prefeito, Elisiane Ferreira, também estão presos.

Como o prefeito Gilberto César Barbeti tem foro privilegiado, ele está sendo investigado pela Procuradoria Geral de Justiça, mas foi afastado das funções, e o cargo deve ser assumido pelo vice-prefeito, Dr. Vinicius, em solenidade de posse agendada para 8h desta quinta-feira (12).



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