Segunda-feira, 23 de Abril de 2018
Política

Ex-prefeito de Miguelópolis Juliano Mendonça é condenado mais uma vez

Publicada em 14/12/17 as 09:44h

por COMÉRCIO DA FRANCA REPORTAGEM EDSON ARANTES


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 (Foto: Reprodução site www.edicaoonline.com.br)
A Justiça de Miguelópolis aplicou uma nova condenação ao ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB). Em sentença publicada anteontem, ele pegou 13 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado e mais 4 anos e dois meses de detenção (regime semi-aberto). Ele é acusado de chefiar organização criminosa, fraudar licitações e desviar recursos públicos. Foi a segunda punição em um mês.  Em novembro, o político, que está preso em Tremembé desde abril de 2016, já havia sido condenado a 19 anos e 10 meses por corrupção ativa, usurpação de função pública e desvio de verba pública. As condenações são resultado da Operação Cartas em Branco deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) núcleo de Franca. 

As investigações da "Lava Jato Caipira", como a operação foi apelidada por conta do volume de provas, denúncias e presos, começaram em março de 2015, após o Gaeco receber informações dando conta de que diversas licitações, em especial na modalidade carta-convite, foram realizadas de forma fraudulenta. A organização criminosa era integrada por políticos, empresários, advogados, servidores e ex-servidores da Prefeitura de Miguelópolis.
Durante a operação, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em 13 cidades, que resultaram em 15 prisões temporárias e 27 preventivas. 

Apontado como o líder do esquema, o então prefeito foi preso no dia 19 de abril e segue atrás das grades até hoje. Em setembro de 2016, oito vereadores também foram presos e trazidos para a Penitenciária de Franca (hoje todos em liberdade). O grupo é suspeito de fraudar ao menos 40 contratos firmados entre 2013 e 2015 na Prefeitura de Miguelópolis, em licitações de transporte escolar, compra de materiais de escritório e consultorias, que somam R$ 6 milhões. O MP denunciou 89 pessoas à Justiça por crimes diversos. Em outubro, doze pessoas foram condenadas. 

O ex-prefeito foi condenado pela primeira vez no começo de novembro. Segunda-feira, 11, o juiz Augusto Rachid Reis Bittencourt Silva aplicou nova sentença. Juntas, as duas condenações somam 32 anos e sete meses. A Justiça negou o direito de recurso em liberdade. "Mais de quatro dezenas de ações penais ainda tramitam, o que leva a crer que Juliano, que é o chefe da organização criminosa, conforme acabei de sentenciar, deve continuar preso para evitar manipulações nas provas e temor nas testemunhas e colaboradores", escreveu o juiz na sentença. 
Procurada, a advogada de defesa de Mendonça, Maria Cláudia Seixas, afirmou não ter sido notificada sobre a nova decisão, mas adiantou que não se pronunciaria nessa fase do processo. Segundo o promotor do Gaeco, Rafael Piola, "existem dois desdobramentos dessa operação, ainda estão em investigação. Não significa que vá ter novas denúncias. São desdobramentos, mas ainda estão em fase de investigação", acrescenta. 

FONTE: COMÉRCIO DA FRANCA, REPORTAGEM EDSON ARANTES



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